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Você sabia?

Estamos começando uma série de textos sobre curiosidades e dúvidas relacionadas a gestação e a maternidade! Adorooo!!

Aqui então temos o primeiro texto do Você sabia e a dúvida é: o bebê recém nascido sente o cheiro da mãe?

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Que a natureza é perfeita a gente já sabe, não é?!

E assim, o bebê recém nascido já tem o olfato bem desenvolvido quando nasce, e isso acontece por questão de sobrevivência!

Os bebês nascem com esse sentido muito mais desenvolvido do que terão na fase adulta porque precisam se assegurar do alimento.

Vários estudos científicos comprovam que os bebes reconhecem o cheiro da mãe, veja este:

“Um estudo realizado por cientistas do ‘Wellcome Trust Sanger Institute’ do Reino Unido analisou o instinto de mamar nos bebês. A pesquisa concluiu que os bebês se expõem ao cheiro da mãe desde o útero materno já que o líquido amniótico tem cheiro, e posteriormente quando nascem eles se lembram desse aroma que desperta seu instinto para a sucção e para amamentar.”

Já parou pra pensar no que o sentido do olfato representa para o seu bebê?

O cheiro da mãe tranquiliza o bebe, que sabe que estará seguro e provido de alimento.

O cheiro da mãe é o único que nos acompanha desde antes do nascimento e pra vida toda.

O nariz do bebê começa a se formar pela 7ª semana de gravidez e a cavidade nasal dos fetos funciona já a partir da 9ª semana. Na 13ª, os nervos olfativos, que vão resultar no nariz, estão conectados ao cérebro.

Ainda na barriga, a criança usa o nariz, tanto para treinar a respiração quanto para detectar cheiros, inclusive do líquido amniótico. Pesquisas apontam que o líquido absorve parte do gosto e do cheiro dos alimentos que a mãe ingere. O mesmo também ocorre com o leite materno, então é possível estabelecer uma familiaridade entre ambos os cheiros, o que vai ser percebido pelo bebê. Assim dá para entender porque o bebê vira a cabeça quando está no colo da mãe, “guiado” pelo cheiro do leite.

Os estudos mostram que o olfato é processado no cérebro na mesma parte que controla a memória. Não é por menos que os odores podem se associar diretamente com memórias da infância e pesquisadores já provaram que as lembranças associadas com cheiros são mais intensas. 

Quando nasce, o recém-nascido é capaz de reconhecer a mãe apenas pelo seu cheiro e tal reconhecimento provoca a sensação de segurança. O conforto colabora na produção da ocitocina, o chamado “hormônio do amor”, que favorece a criação do vínculo afetivo e também colabora no sentimento de bem-estar.

O sentimento de segurança é fundamental na rotina de uma criança. Ele vai fazer com que o bebê se sinta tranquilo no lugar que conhece.

Da mesma forma, o olfato tem um papel importante na representação de segurança para o bebê, desde os primeiros meses de vida. É através do cheiro que ele vai identificar onde e com quem está.

Na hora de dormir isso muitas vezes é determinante, uma vez que a criança sente segurança perto da mãe. Assim, por mais confortável que esteja quando for colocada no berço, a falta do cheirinho da mamãe pode resultar em choro e relutância para pegar no sono.

Uma alternativa muito usada para dar a sensação de segurança para a criança, especialmente para dormir, é o objeto de transição. Pode ser uma naninha, um brinquedo de pano. Tal objeto familiar para o bebê vai proporcionar o conforto emocional que ele precisa para relaxar tranquilo, em grande parte pelo seu odor e toda a relação entre as memórias e o olfato que já comentamos.

Inclusive é por isso que as crianças não gostam quando as naninhas são lavadas, pois assim elas “perdem” o cheiro e, mesmo sem querer, tiramos o seu poder de segurança! Para os pequenos, não é um pano sujo, é um mundo seguro! Assim, tais objetos de transição vão representar a figura da mãe na mente da criança. Eles também são úteis quando por algum motivo o bebê não dorme em casa, como em situações de viagem ou passeio. Vão remeter a familiaridade necessária para a segurança e tranquilidade, ainda mais se a mãe não estiver junta.

Você viu como o olfato é importante para o seu filho? Ele ajuda na formação do vínculo entre pais e filhos, além de participar da construção de memórias. Lembranças daquelas que a gente sente um cheiro, fecha os olhos e consegue ver toda uma cena, como se fosse um filme. O cheiro de bolo, por exemplo, pode remeter para a cozinha da casa da avó, as tardes de sábado ou o chá em família. O perfume da mãe que lembra imediatamente dos abraços intermináveis e das sonecas no sofá.

Com certeza você também tem as suas memórias de infância ligadas ao olfato. Agora, é hora de construir as do seu filho, com muito amor!

Usamos várias fontes pra trazer este conteúdo pra você e as que mais gostamos deixamos aqui: jolimome.com.br/blog e guiainfantil.

Beijo no coração e até o próximo post!

Cintia/bbcoruja

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