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Você precisa saber o que é a Exterogestação

Bom, eu digo que você precisa entender sobre a Exterogestação! Sim, porque este conhecimento vai ajudar você e o seu bebê desde o primeiro olhar! E esta descoberta de ser mãe e ser um bebê aqui do lado de fora será muito mais suave e prazeirosa!

Aliás, esta pesquisa sobre a exterogestação, que eu trouxe pra você, começou porque a queixa de quase 100% das mamães e papais é de que os bebês choram muito nos primeiros dias ou meses de vida! E porque isto acontece?!

Então vem cá:

A teoria da Exterogestação não é nova, e apesar de ter respaldo científico, ainda é pouco difundida aqui no Brasil.

Ela surgiu a partir dos estudos de um antropólogo, chamado Ashley Montagu, que a partir de suas pesquisas sobre desenvolvimento fetal em diversas espécies de animais, observou que o bebê humano precisaria de mais tempo dentro do útero pra se desenvolver.

Isso mesmo, segundo os estudos do Dr. Montagu, a gestação humana deveria durar 12 meses, mas a natureza teve que se adaptar e assim o bebê acaba nascendo prematuramente, porque a mulher não conseguiria parir um bebê com 48 semanas, já que o tamanho da cabeça do bebê não passaria pelo canal vaginal durante a dilatação do canal.

Então, a teoria da exterogestação determina que a gestação deve durar 3 meses ou mais, fora do útero; assim, a gestação duraria 4 trimestres, sendo que o quarto trimestre fora do útero. Dessa forma, a exterogestação propõe que o bebê continue sendo “gestado” fora do útero por 100 dias, até completar seu desenvolvimento.

E você já reparou que os primeiros 3 meses de vida do bebê são realmente desafiadores? muitos tem cólica instestinal, já que o seu aparelho digestivo e intestino ainda não estão bem desenvolvidos; eles não enxergam com nitidez; se assustam com sons diferentes; ainda estão desenvolvendo todos os sistemas do corpo, como o respiratório e neurológico.

E como era dentro do útero?

Dentro do útero o bebê se desenvolveu em posição fetal, em temperatura ideal, envolvido pela placenta e líquido amniótico, com som constante e típico e uma agitação leve, além de estar cada vez mais apertadinho.

Assim, a exterogestação defende que os pais devem tentar recriar o ambiente uterino após o parto, para que o bebê continue seu desenvolvimento com conforto e segurança. Esta transição suave para a vida extra uterina faz todo sentido. Se pensarmos que dentro do útero o bebê tinha tudo o que precisava, e que aquele era o ambiente em que ele se desenvolveu e é o que ele conhece. E que continuamente, ele tinha alimento, ou seja, não sentia fome ou sede; se mantinha quente e limpo; não ouvia sons fortes, mas um som que mantinha constante vibração e ritmo; ou não tinha acesso a uma luz forte ou clara; e estava apertadinho em contato com a mãe.

E depois do nascimento, tudo isto cessa! O bebê tem contato com uma luz branca e forte, sente frio, fome, precisa lidar com a sucção e engolir e respirar, fica sujo com as fezes e a urina, tem medo, escuta barulhos diferentes e não fica o tempo todo com a mãe.

E como ele se comunica então? com o choro!!!

Assim ele consegue expressar que há algo incomodando, e os adultos podem vir ao seu socorro e assim, garantir sua sobrevivência e conforto. Por isso a teoria da exterogestação surgiu e nós queremos divulgá-la, pra que esta transição da vida intra uterina para o ambiente externo seja o mais suave possível, já que na realidade ela é bem estressante para o bebê e consequentemente para a mãe.

A exterogestação quer então uma transição suave, assim:

  • reduzir o estresse
  • aliviar as cólicas
  • reforçar o laço entre pais e filhos desde o nascimento
  • fornecer meios para um desenvolvimento físico e psicológico positivos ao longo da vida

Como então na prática a gente pode recriar este ambiente intrauterino para o bebê?

Um pediatra americano, Dr. Harvey Karp é bem conhecido lá fora por defender algumas técnicas e já temos um post aqui no blog falando detalhadamente sobre isto, o nome do post é “Bebê mais feliz do pedaço”. Vale a pena você ler.

Mas vamos a dicas simples aqui:

  • procure deixar a iluminação do quarto ou local onde o bebê fica a maior parte do tempo mais suave, com uma leve penumbra. Você pode fechar um pouco a cortina durante o dia, e deixar apenas um pouco de luz entrar.
  • ruídos: procure proporcionar um ambiente sereno, calmo, fale em tom suave e peça as pessoas na casa para equilibrarem os sons para que o bebê possa dormir tranquilo e não se assuste. Já temos tantos barulhos externos que não podemos controlar, não é?! Outra dica é usar sons parecidos com os sons que o bebê ouvia dentro do útero, se o bebê estiver irritado, o som de um secador de cabelo é interessante, mas hoje em dia você encontra aplicativos com sons que imitam os barulho do útero.
  • Sono: pra um sono favorável o bebê precisa de ambiente tranquilo, pouca luz e a presença dos pais por perto, além de estar alimentado e limpo.
  • aleitamento: o aleitamento em livre demanda é o ideal para o bebê. Primeiro porque cada bebê tem um apetite e se sentirá saciado por mais ou menos tempo, e dentro do útero, ele tinha suprimento contínuo de nutrientes durante o dia e a noite. Além disso, o aleitamento em livre demanda simula a conexão do bebê com a mãe por meio do cordão umbilical. Sabemos que não é fácil, e por isso, a mamãe precisa ter uma rede de apoio pra ajudá-la e pra cuidar dela, já que ela estará disponível para o bebê durante todo o tempo. Uma rede de apoio deixará a mamãe mais tranquila, e assim mais segura e forte pra se dedicar ao bebê.
  • toque: o contato pele a pele é muito importante desde o primeiro momento , pois ele regula o ritmo cardíaco e a respiração, mantem a temperatura do bebê ideal. E este contato pele a pele desde a sala de parto estimula os hormônios que encorajam o recém nascido a buscar a mama e sugar o mamilo. Isto também estimula a produção e descida de leite da mãe.
  • transporte: se puder, deixe o bebê sempre coladinho com você ou com o papai, ou com algum adulto de confiança da sua rede de apoio. É bem interessante você utilizar um sling e a técnica do charutinho. Não dê ouvidos a frases como: seu bebê vai ficar manhoso.
  • banho: os bebês amam o banho de balde, com agua morninha. Aprenda como dar o banho antes do bebê nascer, eles se sentem como se estivessem dentro do útero no balde.

Acho que é isto!

Quero muito que você e seu bebê se sintonizem com o maior amor e o maior prazer do mundo desde o nascimento!

Beijos e até o próximo post!

Cintia/ bbcoruja

http://www.lojabbcoruja.com.br

Instagram: bbcorujaoficial

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Parto: o que é importante saber

Vamos falar sobre a preparação para o parto?

Uma das maiores preocupações quando a mulher está planejando a gravidez e desde o momento da confirmação, sem dúvida, é o parto.

Entre as dúvidas mais comuns estão:

-que tipo de parto é melhor pro bebê e pra mim?

-parto normal dói muito?

-quais são as opções de anestesia?

-quais os tipos de parto?

-quais os sinais que o bebê já está querendo nascer?

-qual pós-parto é melhor?

São muitas dúvidas mesmo, mas vamos tentar trazer aqui o máximo de informação de qualidade, de maneira prática, e recomendamos que você se informe e conversar sobre este assunto com seu ginecologista e obstetra, porque esta relação entre você e o profissional que vai acompanhar o seu pré-natal e provavelmente o parto é muito importante e vai te deixar mais segura para o momento do primeiro encontro!

Então, neste post, vamos falar sobre os tipos de parto e nos próximos falamos sobre outras duvidas, ok?

Existem o parto natural, o parto humanizado, o parto normal, o parto cesárea, o parto de cócoras.

O parto normal é o parto em que a gestante entra em trabalho de parto naturalmente, quando o bebê resolve nascer. Normalmente acontece após a 37 semana de gestação e até a 42 semana. Neste caso, após a 39 semana o bebê é considerado a termo, ou seja, maduro para o nascimento. Neste tipo de parto, a gestante vai começar a sentir as contrações uterinas de maneira mais rítmica, com cerca de 3 a 4 minutos de intervalo entre elas e cada contração dura pelo menos 30 segundos, assim ocorre a dilatação fisiológica para a passagem do bebê pelo colo do útero. Então, para saber se você está realmente em trabalho de parto, deite de lado, relaxe e mantenha a mão sobre o ventre. Se você tiver 3 contrações ou mais a cada 10 minutos, você está em trabalho de parto e deve entrar em contato com o obstetra e buscar atendimento na instituição onde planejou o parto. Lembre de levar os seus documentos e a bolsa do bebê e a sua bolsa para a internação no hospital.

No parto normal você pode receber anestesia, peridural ou raquidiana.

O parto natural é o parto normal sem anestesia. Neste tipo de parto, você pode ter o seu bebê fora do ambiente hospitalar, desde que previamente planejado e organizado com o seu ginecologista durante o pré-natal, cercado de toda segurança para você e seu bebê.

O parto cesariano é aquele em que uma cirurgia é realizada para a retirada do bebê. É uma opção em casos específicos em que ocorre risco de vida para a mãe e/ou bebê durante o trabalho de parto, em situações onde o bebê é prematuro, entre outros. Sabemos que tanto para a mãe quanto para o bebê, a melhor opção em termos fisiologicos é o parto normal, pois no parto normal há liberação de hormônios que facilitam a produção e descida do leite, melhora do sistema imunológico para o bebê, da condição pulmonar porque durante a passagem do bebê o tórax é comprimido facilitando a saída de liquido amniótico dos pulmões, entre outros benefícios. Mas em algumas situações específicas a melhor escolha pode ser a cesariana.

Há ainda o parto na água, onde o bebê nasce naturalmente em uma banheira preparada para o momento do parto. É um tipo de parto menos traumático para o bebê e menos doloroso para a mãe, mas requer uma maternidade preparada para ele e condições discutidas anteriormente com o seu médico.

O parto de cócoras é um tipo de parto natural em que o nascimento ocorre com a mãe na posição de cócoras. Requer neste caso que haja dilatação de 10 cm e que a mãe tenha boa condição de saúde. O bebê precisa estar na posição de cabeça para baixo e pesar menos que 4 kg.

O parto humanizado pode ocorrer em todos os tipos de parto, inclusive na cesarea. O conceito do parto humanizado é procurar trazer o maior conforto para a mãe e o bebê, que pode ser a luz ambiente, a escolha de quem estará no momento, a posição do parto, colocar musica, etc.

A escolha do tipo de parto vai depender muito de cada um e entre os fatores que vão ser decisivos nesta escolha vão ser o seu desejo, o seu condicionamento físico, as suas condições de saúde e do seu bebê, e as condições hospitalares e do seu médico. Tudo isso é conversado durante o pré natal e você deve estar tranquila e segura no ultimo trimestre da gestação para que a chegada do bebê seja um momento de alegria e muito amor.

Estamos aqui pra ajudar você com conteúdo e o desejo de que tudo seja do jeito que você planejar!

Um beijo,

Cintia/ bbcoruja

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Arrumando a mala para a maternidade!

Está chegando a hora! O que levar pra maternidade?

 

Está chegando o terceiro trimestre. A partir do sétimo mês, você deve deixar a malinha da maternidade pronta!

Faça uma lista com os itens que deve levar pra conferir quando se aproximar a data. Preparando tudo antes, não tem stress, o que é ótimo, não é?!

As roupinhas do bebê, mantinhas, toalhas etc, devem ser lavadas e passadas com antecedência.

O que a mamãe deve levar?

Sacola da mamãe

01 – pacote de absorvente próprio para o pós-parto
01 – chinelo de quarto
03 – jogos de camisolas que sejam de fácil manejo para a amamentação
06 – calcinhas de tamanho maior do que usava antes de engravidar
01 – cinta pós-parto (opcional)
01 – roupa para o dia de alta
02 – sutiãs de amamentação
01 – pomada pra rachadura de seio (opcional)
– absorventes para seios
– máquina fotográfica (checar baterias e levar carregador, opcional)
– filmadora (checar baterias e levar carregador, opcional)
– rodutos de higiene íntima: escova de dentes, escova de cabelos, shampoo, sabonete, creme dental, toalhas e demais itens de banho.

E pro bebê, vamos arrumar a bolsa:

Bolsa do bebê

01 – creme para prevenção de assaduras
01 – pacote de fralda descartável  (tamanho recém-nascido)

03 – body
03 – calça/mijão/culote
02 – casaquinhos
03 – macacão de recém-nascido
02 – lençol de bercinho
01 – manta (de acordo com a estação)
06 – fraldas de pano
02 – toalhas com capuz
01 – escovinha macia para cabelos
02 – sapatinhos e luvas de lã (no frio)
03 – cueiros
– lembrancinhas (opcional)
– enfeite de porta (opcional)

Lembre-se de anotar na lista:

Documentos

– RG da paciente
– Carteira de convênio (caso tenha convênio, o Hospital exige na internação)
– CIC e RG do marido (ou acompanhante)
– Guia de internação (informe-se junto ao seu convênio se pode ser fornecida antes do parto, pois facilita muito no momento de internar)
– Cartão da Gestante (utilizado no SUS e em breve nos planos de saúde).

O mais importante está chegando! O seu bebê!

Aproveite cada momento!

Conte pra gente se levou mais algum item, como organizou a mala, e se tiver alguma dúvida, estamos aqui!!

Beijo no coração,

bbcoruja