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Apojadura: descida do leite

Amamentar é um ato de amor

Como estimular a produção e descida do leite?

A amamentação é um momento de troca de amor único entre mãe e filho, mas que não deve ser romantizado, pois no início, costuma ser difícil para a mamãe, causar incômodo e desconforto, principalmente no primeiro mês, além da ansiedade que também aparece em meio a tantos cuidados e demandas com o bebê. Por isto é importante, durante a gestação, procurar muita informação de qualidade e também deixar preparada uma rede de apoio para os primeiros dias com o bebê em casa.

Por isso e sabendo da importância da amamentação, temos que dar atenção ao preparo da mama para o início da produção do leite, diminuindo o desconforto.

Assim, temos como recomendação tornar essa primeira experiência da mãe com seu bebê mais prazerosa, favorecendo o contato pele a pele na primeira hora pós-parto, na sala de parto, visto que não somente se inicia a prática alimentar do bebê, mas também se estabelece o vínculo afetivo entre mãe e filho, essencial para o desenvolvimento socioafetivo da criança. “É neste contato pele a pele, entre mãe e bebê, na primeira hora pós-parto, que acontece o maior estímulo à amamentação. Esse contato ainda ajuda a manter o bebê aquecido, regulando a frequência cardíaca e a respiração”, explica Maíra Domingues Bernardes Silva, enfermeira pediátrica do Banco de Leite Humano do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

Segundo Maíra Domingues, o contato pele a pele imediato e contínuo na primeira hora após o parto estimula o início da amamentação e ajuda na contração do útero, diminuindo o risco de hemorragia pós-parto. “Estudos apontam que o contato pele a pele na primeira hora de vida é importante para aumentar a duração do aleitamento materno e reduzir a mortalidade neonatal”.

Mas vamos esclarecer algumas dúvidas comuns neste início da descida do leite.

 Primeiro, o que é a apojadura:

Apojadura é o preparo da mama para a produção de leite que, geralmente, acontece até cinco dias após o parto. Neste período, as mamas ficam maiores e bem cheias, por igual, e algumas vezes quentes. É normal haver um pequeno fluxo de leite, começando a descer em forma de gotinhas, que é suficiente para o bebê ficar satisfeito.

 O que é colostro e o que ele tem a ver com a apojadura?

O primeiro leite que sai, pós apojadura, é chamado de colostro e tem o papel principal de proteção do recém-nascido, pois contêm vários anticorpos, sendo conhecido como a primeira vacina. Essas características permanecem até o 7º dia pós-parto.

Já no quarto, a equipe de saúde pode ajudar a mãe a interpretar os sinais de fome do bebê (como gemidos, lambida na mão e agitação), e se ele mostrar interesse em mamar, a equipe de saúde deve auxiliar a mãe a adotar uma posição confortável, para que o bebê possa fazer uma pega eficaz. “São nessas primeiras 24 horas que a mãe pode ter algumas dificuldades em colocar o bebê para mamar, por isso é importante a ajuda da equipe de saúde nesse momento”, esclareceu a enfermeira pediátrica.

Como identificar a apojadura?

É bastante comum confundir a apojadura com outros problemas que podem ocorrer nos seios da mãe, como o ingurgitamento mamário, que surge quando a pega do bebê está errada, então o bebê não consegue sugar todo o leite, e esta retenção de leite na mama gera o que conhecemos como leite “empedrado”.

“Geralmente, a apojadura acontece até cinco dias após o parto – o que pode variar em função da quantidade de estímulo que a mama recebeu. A mãe que amamenta em livre demanda tende a acelerar a descida do leite, isto é, a apojadura acontece logo e é rápida”, apontou Maíra Domingues.

Como ou quando a quantidade de leite vai aumentar?

A mãe vai precisar da ajuda do bebê para isso, pois quanto mais ele sugar, maior o estímulo na produção e mais rápida e com maior volume será a descida do leite. “Por isso, indicamos não levar para a maternidade chupetas, mamadeiras e/ou bicos de silicone, pois todos esses acessórios podem prejudicar o início, o sucesso e a duração da amamentação”, recomendou Maíra.

“Caso as mamas estejam muito cheias, a mãe pode realizar massagens com a mão espalmada em movimentos circulares, iniciando ao redor do mamilo e depois em direção à raiz da mama (próximo ao tórax), realizando em seguida uma pequena ordenha da aréola para que esta fique bem macia, o que facilita a pega para o bebê”, aconselhou a profissional. Vale destacar que esta massagem tem objetivo de deixar apenas a aréola mais macia para que o bebê possa abocanhar melhor, diferente do objetivo da massagem durante um ingurgitamento mamário.

Em caso de dúvidas, procure os profissionais de saúde no Banco de Leite Humano mais próximo de sua casa ou entre em contato com o SOS Amamentação pelo telefone 08000-26-8877.

Fonte: Fiocruz.br

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