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family-2610205_640PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE AMAMENTAÇÃO E COVID 19 DO MINISTÉRIO DA SAÚDE.

Atenção, este post é uma reprodução fiel do documento publicado pelo Ministério da Sáude, com endereço abaixo do post. Trouxemos este conteúdo público porque entendemos que pode auxiliar você a esclarecer algumas dúvidas. Este post, como todos postados aqui são conteúdos seguros com o objetico único de ajudar as mamães e papais a se informarem e cuidarem dos seus bebês!

Este documento é uma adaptação do documento FAQ (Frequently Asked Questions – Breastfeeding and COVID-19 for health care workers) da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é embasado nas notas técnicas nº 13/2020 – COCAM/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS, nº 14/2020 – DAPES/SAPS/MS e nº 15/2020 – COCAM/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS.

  • O coronavírus pode ser detectado no leite materno?

NÃO. Até o momento desta publicação, não há constatação científica significativa publicada que estabeleça nexo causal entre a transmissão do SARS-CoV-2 e a amamentação. Parece improvável, portanto, que a doença seja transmitida por intermédio do leite materno, seja através da amamentação ou pela oferta do leite extraído por uma mãe que é confirmada/suspeita de ter Covid-19. A comunidade científica segue testando o leite materno de mães com Covid-19 confirmada/suspeita.

 

  • Nos locais onde há transmissão comunitária da Covid-19, é recomendado que as mães amamentem?

SIM. Em todos os contextos socioeconômicos, a amamentação melhora a sobrevivência e traz benefícios tanto para a saúde da mulher quanto da criança ao longo da vida. Além disso, como não há evidência científica sobre a transmissão da Covid-19 através do leite materno, não há razão para evitar ou interromper a amamentação.

 

  • Após o parto, o bebê ainda deve ser colocado em contato pele a pele e amamentado na primeira hora de vida se a mãe for confirmada/ suspeita de Covid-19?

SIM. O contato pele a pele, incluindo o método canguru, melhora a regulação térmica dos recém- nascidos, propicia a amamentação precoce, está fortemente associado com a redução da mortalidade neonatal, além de diversos outros resultados fisiológicos positivos e de alta qualidade de evidência. Os inúmeros benefícios do contato pele a pele e da amamentação na primeira hora de vida superam substancialmente os riscos potenciais de transmissão de doenças associadas à Covid-19. Em mulheres sintomáticas ou que tenham contato domiciliar com pessoa com síndrome gripal ou infecção respiratória comprovada por Sars-CoV-2, o contato pele a pele e a amamentação somente deverão ser iniciados após os cuidados de higiene e medidas de prevenção de contaminação, como limpeza da parturiente (banho no leito), troca de máscara, touca, camisola e lençóis. O recém-nascido pode ser secado com o cordão intacto, não sendo necessário banho.

 

  • Se uma mãe com confirmação/suspeita de Covid-19, é recomendado que ela continue amamentando?

SIM. A transmissão do vírus SARS-CoV-2 pelo leite materno não foi detectada. Durante a amamentação, a mãe confirmada/suspeita ou com contatos domiciliares que apresentem quadro gripal deve implementar medidas de higiene adequadas, incluindo a higienização das mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos e o uso de uma máscara para reduzir a possibilidade de espalhar gotículas que possam contaminar o bebê ou a criança. Há evidências de alta qualidade mostrando que a amamentação reduz a mortalidade neonatal e infantil, inclusive em países de alta renda, além de melhorar os desfechos de saúde e desenvolvimento ao longo da vida. Esses benefícios são superiores aos potenciais riscos de contaminação, e nos casos confirmados de infecção por Covid-19 em crianças, a maioria apresentou uma fça ou forma leve da doença ou foi assintomática.

 

  • Quais são as recomendações de higiene para uma mãe que amamenta com confirmação/ suspeita de Covid-19?
  • Lavar as mãos ao menos por 20 segundos com água e sabão e/ou usar álcool em gel 70% nas mãos antes de tocar o bebê ou antes de retirar leite materno (manual ou bomba extratora);
  • Usar uma máscara (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação.;
  • Quanto ao uso da máscara, é importante: h Substituir as máscaras assim que ficarem úmidas (caseira ou descartável) ou ao tossir, espirrar e a cada mamada;

– As máscaras descartáveis devem ser descartadas imediatamente após o uso e não devem ser reutilizadas;

– As máscaras caseiras de tecido devem ser de uso pessoal e lavadas após o seu uso.

Para orientações sobre como confeccionar, utilizar e higienizar máscaras caseiras, acesse: https://bit.ly/2DvXijt

Para colocar e retirar a máscara, não toque na frente da máscara, utilize as alças de elástico ou tecido;

Caso a mãe não disponha de máscara facial, utilizar um pano limpo cobrindo nariz e boca durante a amamentação;

  • Espirrar ou tossir em um lenço de papel, descartar imediatamente e usar álcool em gel 70% ou lavar as mãos por pelo menos 20 segundos.

– Limpar e desinfetar regularmente as superfícies.

6- É necessário que uma mãe com confirmação/suspeita de Covid-19 lave o peito antes de amamentar diretamente ou antes de retirar o leite?

Se uma mãe com confirmação/suspeita de Covid-19 tossir sobre as mamas ou peito exposto, deverá lavá-lo delicadamente com sabão e água por pelo menos 20 segundos antes da mamada. Não é necessário lavar o peito antes de cada mamada. Para a extração e armazenamento do leite, deve ser seguida a recomendação conforme orientações disponíveis no documento indicado a seguir. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_mulher_ trabalhadora_amamenta.pdf

  1. Se uma mãe com confirmação/suspeita de Covid-19 não puder ou não quiser amamentar, qual é a melhor maneira de alimentar seu(a) filho(a)?

Na situação em que a mãe com confirmação/suspeita de Covid-19não puder ou não quiser amamentar, as melhores alternativas para alimentar um bebê recém-nascido ou bebê são:

  1. Leite materno retirado manualmente ou por bomba:
  • A expressão do leite materno é realizada principalmente através da expressão manual ou com o uso de uma bomba mecânica. A expressão manual e o uso de uma bomba podem ser igualmente eficazes.
  • A escolha de como retirar o leite dependerá da preferência materna, disponibilidade de equipamentos, condições de higiene e custo.
  • Retirar o leite materno também é importante para manter a produção de leite, para que as mães possam amamentar quando se recuperarem.
  • Antes de iniciar a retirada do leite materno, seja de forma manual ou por bomba, a mãe e qualquer pessoa que a ajude a realizar esse procedimento deve lavar as mãos por 20 segundos com água e sabão ou ao tocar em qualquer parte da bomba ou recipiente de armazenamento do leite materno. É imprescindível garantir a limpeza adequada da bomba após cada uso .O leite materno retirado deve ser ofertado à criança de preferência usando um copo e/ou colher limpos (mais fáceis de limpar) pela própria mãe, se assim ela desejar e tiver condições clínicas para isso ou por uma pessoa que não tenha sinais ou sintomas de doença e com quem o bebê se sinta confortável. A mãe/cuidador deve lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos antes de alimentar a criança.
  1. Se a expressão do leite materno não for viável ou disponível, considere:

– As recomendações do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos para garantir uma alimentação que seja viável, saudável e adequada, corretamente preparada, segura e sustentável. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/guia_ da_crianca_2019.pdf

 

  1. É seguro fornecer leite materno retirado de uma mãe com confirmação/suspeita de COVID-19?

SIM, desde que para o seu(a) próprio(a) filho(a). Até o momento, ovírus SARS-CoV-2 não foi detectado no leite materno de mães com confirmação/suspeita de COVID-19. É improvável que o vírus possa ser transmitido através da administração de leite materno retirado por uma mãe com COVID-19 confirmada/suspeita.

 

  1. Se uma mãe com confirmação/suspeita de COVID-19 estiver retirando seu leite para o bebê, são necessárias medidas extras ao manusear a bomba de leite materno, os recipientes de armazenamento de leite ou os utensílios de alimentação?

SIM. As bombas de leite materno, os recipientes de armazenamento de leite e os utensílios de alimentação precisam ser adequadamente limpos após cada uso em qualquer situação conforme os procedimentos abaixo:

  • Lave a bomba após cada uso com sabão líquido, por exemplo detergente líquido e água morna. Enxágue com água quente por 10 a 15 segundos.
  • Os recipientes para armazenamento do leite materno ou que serão utilizados para oferecer o leite materno para criança deverão ser lavados com água e sabão, e depois fervidos por 10 a 15 minutos, contando o tempo após o início da fervura. Saiba mais em: https://bit.ly/3gz3iGK

 

  1. Se uma mãe com confirmação/suspeita de COVID-19 não puder amamentar ou retirar seu leite, a amamentação cruzada pode ser recomendada?

NÃO. A amamentação cruzada, ou seja, quando uma mulher amamenta o filho de outra mulher, é contraindicada pelo Ministério da Saúde do Brasil. Essa prática pode trazer riscos para a saúde dacriança, pois algumas doenças podem ser transmitidas pelo leite materno, como HIV, HTLV e HTLV 2. É importante lembrar que na amamentação cruzada, mesmo que a doadora do leite materno seja uma pessoa da família ou próxima (vizinha, amiga etc.) e esteja com os seus exames de saúde normais, ela pode estar numa janela imunológica de alguma doença e a criança estará correndo risco de contraí-la. Outras substâncias como álcool e drogas também podem passar pelo leite materno. Mais informações em: https:// bit.ly/3klYTt5

 

  1. Se uma mãe com confirmação/suspeita de COVID-19 não puder amamentar por estar muito doente ou por outra doença, quando pode começar a amamentar novamente?

Uma mãe pode começar a amamentar quando se sentir bem o suficiente para fazê-lo. Não há intervalo de tempo fixo para aguardar após confirmação/suspeita de COVID-19. Não há evidências de que a amamentação mude o curso clínico da COVID-19 em uma mãe. Ela deve ser apoiada em sua saúde e nutrição geral para garantir a recuperação total. Se possível, para a manutenção da produção do leite materno enquanto a amamentação estiver impossibilitada, é importante que a mulher continue retirando o seu leite ao longo do dia/noite. Ela também deve ser apoiada para iniciar a amamentação ou relactar.

 

12- Os resultados do teste para COVID-19 fazem alguma diferença nas recomendações de alimentação de bebês e crianças pequenas? NÃO. O teste para COVID-19 não tem implicações imediatas nas decisões sobre alimentação de bebês e crianças pequenas. No entanto, a confirmação da COVID-19 significa que uma mãe deve implementar práticas de higiene recomendadas apropriadas para o período em que é provável que ela esteja em fase de transmissão, ou seja, enquanto sintomática e/ou até os 14 dias após o início dos sintomas, o que for maior.

 

  1. Para o lactente com suspeita/confirmação de COVID-19 é recomendado que continue sendo amamentado? SIM. Desde que a mãe se proteja com os cuidados de higiene como utilização de máscara ao amamentar, lavagem de mãos por 20 segundos antes e depois das mamadas. O leite materno tem inúmeros fatores imunológicos que protegem a criança contra infecções.

 

  1. É aconselhável que uma mãe com confirmação/suspeita de COVID-19 que está amamentando faça um “reforço” com fórmulas infantis ou outros tipos de leite? NÃO. Se uma mãe com confirmação/suspeita de COVID-19 está amamentando, não há necessidade de fornecer um complemento com fórmulas infantis ou outros tipos de leite. A adoção dessa medida reduzirá a quantidade de leite produzido pela mãe, comprometendo o seguimento da amamentação. As mães que amamentam devem ser aconselhadas e apoiadas para otimizar oposicionamento e a pega para garantir a produção adequada de leite materno. As mães devem ser aconselhadas sobre alimentação responsiva, como responder aos sinais de fome de seu bebê, sobre a percepção da suficiência do seu leite e aumentar a frequência das mamadas quando necessário. É importante que todo profissional de saúde conheça a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, bicos, chupetas e mamadeiras (NBCAL) e o Decreto no 9.579, de 22 de novembro de 2018.

 

15- Quais são as principais mensagens para uma mãe que quer amamentar, mas tem medo de passar a COVID-19 para o bebê?

Como parte do aconselhamento, a ansiedade de uma mãe ou família em relação à COVID-19 deve ser reconhecida e respondida com as seguintes mensagens:

  1. O coronavírus não foi detectado no leite materno de mães confirmadas ou suspeitas e até o momento não há evidências de que o vírus seja transmitido através da amamentação.
  2. Recém-nascidos e bebês têm baixo risco de infecção por COVID-19. Entre os poucos casos confirmados de infecção por COVID-19 em crianças pequenas, a maioria experimentou apenas sintomas leves ou era assintomática.
  3. A amamentação e o contato pele a pele reduzem significativamente o risco de morte em recém- nascidos e lactentes e proporcionam vantagens imediatas e ao longo da vida para a saúde e o desenvolvimento. A amamentação também reduz o risco de para a saúde e o desenvolvimento. A amamentação também reduz o risco de câncer de mama e de ovário na mãe.
  4. Os inúmeros benefícios da amamentação superam substancialmente os riscos potenciais de transmissão e doença associados ao coronavírus.

 

  1. A fórmula infantil ou leite em pó infantil é mais seguro para bebês em casos de mãe com confirmação/suspeita de COVID-19?

NÃO. Sempre há riscos associados ao fornecimento de fórmula ou leite em pó infantil para recém- nascidos e bebês em todos os ambientes e em qualquer circunstância. Os riscos associados à administração de fórmula ou leite em pó para bebês aumentam sempre que as condições da casa e da comunidade são comprometidas, por exemplo, acesso reduzido a serviços de saúde se um bebê ficar doente e acesso reduzido à água potável. Além disso, o acesso a suprimentos de fórmula ou leite em pó infantil são difíceis ou não garantidos, bem como não acessíveis e não sustentáveis. Os inúmeros benefícios da amamentação superam substancialmente os riscos potenciaisde transmissão e doença associados ao vírus Sars-CoV-2. É importante que todo profissional de saúde conheça a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, bicos, chupetas e mamadeiras (NBCAL) e o Decreto no 9.579, de 22 de novembro de 2018.

 

  1. Por quanto tempo as recomendações da OMS sobre amamentação e COVID-19 são relevantes?

As recomendações sobre cuidados e alimentação de bebês de mães com confirmação/suspeita de COVID-19 são relevantes para o momento em que ela provavelmente estiver na fase de transmissão da doença, ou seja, enquanto sintomática ou até os 14 dias após o início dos sintomas, o que for maior.

 

  1. Por que as recomendações para mães com confirmação/ suspeita de COVID-19 e seus bebês parecem diferentes das recomendações de distanciamento social para a população em geral?

As recomendações de distanciamento social visam reduzir o contato com pessoas assintomáticas portadoras da COVID-19 e a propagação extensiva do vírus. Essa estratégia visa a redução da prevalência geral de COVID-19 e o número de pessoas que experimentam formas mais graves da doença. O objetivo das recomendações sobre cuidados e alimentação de bebês e crianças pequenas cujas mães têm confirmação/suspeita de infecção por COVID-19 é melhorar a sobrevivência, a saúde e o desenvolvimento imediatos e ao longo da vida de seus recém-nascidos e das crianças. Essas recomendações consideram a relação entre os riscos potenciais de COVID-19 em bebês versus os riscos de doenças graves e morte quando os bebês não são amamentados ou quando recebem a fórmula infantil, leites em pó ou outros leites de forma inadequada. Essas recomendações levam também em conta os efeitos protetores da amamentação e do contato pele a pele. Em geral, as crianças têm baixo risco de infecção por COVID-19. Entre os poucos casos confirmados de infecção por COVID-19 em crianças, a maioria apresentou sintomas leves ou foi assintomática. Os inúmeros benefícios da amamentação superam substancialmente os riscos potenciais de transmissão da doença associados à COVID-19.

 

19-  É correto que as unidades de saúde aceitem suprimentos gratuitos de fórmula infantil ou leite em pó para bebês de mães suspeitas/confirmadas de COVID-19?

NÃO. O Decreto no 9.579, capítulo I, seção I, que dipõe sobre a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância, em seu Art. 10, proíbe doações ou vendas a preços reduzidos dos produtos abrangidos pelo disposto nesse capítulo às maternidades e às instituições que prestem assistência a crianças. As doações de fórmula infantil, leite em pó ou outros tipos de leite não devem ser solicitadas ou aceitas.

 

  1. Por que as recomendações do Ministério da Saúde sobre o contato mãe/ bebê e amamentação para mães com confirmação/suspeita de COVID-19 diferem daquelas de algumas organizações internacionais, nacionais e profissionais?

As recomendações do Ministério da Saúde sobre o contato mãe/ bebê e a amamentação baseiam-se em uma consideração completa, não apenas dos riscos de infecção da criança com COVID-19, mas também dos riscos de morbimortalidade grave associados à não amamentação ou ao uso inadequado da fórmula infantil, leites em pó e outros tipos de leite, bem como os efeitos protetores do contato pele a pele e da amamentação. As recomendações de outras organizações podem se concentrar apenas na prevenção da transmissão do COVID-19 sem a consideração completa do impacto da não amamentação, levando em consideração contextos comunitários e culturais distintos.

 

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Perguntas Frequentes – Amamentação e COVID-19 (MS). Brasília. 2020.

Um beijo enorme pra vocês e muita saúde!

Cintia

bbcoruja

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