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Quais são os benefícios da amamentação para o bebê?

E os benefícios da amamentação para o bebê?

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A amamentação é uma das formas mais eficazes de garantir a saúde infantil e por isso, a OMS (Organização Mundial de Saúde) orienta que os bebês devem ser mamar no peito pelo menos até os 6 meses de vida, e neste período, exclusivamente. O leite materno é uma matriz composta por vários componentes, incluindo gordura, proteína, açúcares, vitaminas, minerais e água. “O que muitos não sabem é que o ácido glutâmico, responsável por conferir o gosto umami – um dos cinco gostos do paladar humano -, é a substância mais abundante presente no leite materno, com inúmeros benefícios para a saúde do bebê. Ou seja, o umami é um dos primeiros gostos que sentimos ao nascer”, explica Manuel Baldeon, médico e professor da Universidade de São Francisco de Quito (Equador) e consultor do Comitê Umami.

O leite materno é o alimento mais completo que um bebê pode receber desde o seu nascimento. Dessa forma, mesmo nos partos cirúrgicos (cesárea), ele deve sugar na primeira hora de vida para acelerar a descida do leite, receber as defesas da mãe e fortalecer o vínculo entre os dois.

Além de alimentar o seu bebê, o leite materno também protege o seu bebê de maneira integral. Isso porque ele está repleto de ingredientes vivos, como células-tronco, glóbulos brancos e bactérias benéficas, além de outros componentes bioativos, como anticorpos, enzimas e hormônios, que ajudam a combater infecções e evitar doenças, contribuindo para um desenvolvimento normal e saudável. Além de ser um alimento completo, dispensando água ou outras comidas até os seis primeiros meses de vida do bebê. A composição do leite pode variar de acordo com a dieta da mãe e o tempo de lactação. “A mãe deve se preparar para a amamentação. Os cuidados com a saúde durante a gravidez e período de amamentação garantem que o leite materno tenha a composição adequada para o desenvolvimento do bebê”, ressalta Baldeon. O leite é a principal fonte de vitaminas A, B12, D, E, K e C, importantes para a nutrição durante o início da primeira infância, atuando no processo de evolução sociocognitiva do recém-nascido.

Tanto que os bebês amamentados exclusivamente no peito nos primeiros seis meses de vida têm menor probabilidade de apresentar diarreia, enjoo, gastroenterite, resfriados e gripes, infecções de ouvido e tórax, e candidíase. E, comparados aos bebês alimentados com leite de fórmula, os que amamentam exclusivamente no peito têm metade das probabilidades de serem vítimas da síndrome de morte súbita infantil (SMSI ou morte no berço). Protege contra doenças, previne a formação incorreta dos dentes e problemas na fala, proporciona melhor desenvolvimento e crescimento

Quando o bebê amamentado fica doente, a amamentação trás ainda mais benefícios, isso porque os componentes protetores do leite materno tendem a aumentar, assim o bebê amamentado tem probabilidade de se recuperar mais depressa do que o bebê alimentado com leite de fórmula, porque o corpo da mãe produz anticorpos específicos contra qualquer infecção que ele desenvolva.

E não é só uma questão de nutrição e imunidade. Amamentar o bebê doente ou inquieto também transmite conforto e tranquilidade, o que não deve ser subestimado por ser um benefício importante. Na verdade, estudos têm mostrado que a amamentação reduz o choro e alivia os bebês que estão sendo vacinados.

Com relação ao sono do bebê: você pode ter ouvido dizer que os bebês alimentados com leite de fórmula dormem mais tempo, mas isso parece ser um mito. Pesquisas mostram que os bebês amamentados e alimentados com leite de fórmula têm a mesma probabilidade de acordar para mamar durante a noite. A diferença é que os bebês amamentados no peito voltam a dormir mais depressa, isso porque a ocitocina produzida no corpo do bebê que mama no peito faz com que ele fique sonolento depois. Além disso, outros hormônios e nucleotídeos do seu leite ajudam o bebê a desenvolver um ritmo circadiano saudável (padrão de dormir e acordar).

Voce sabia? Os primeiros seis meses do bebê são uma época agitada para o cérebro em rápido desenvolvimento – sua massa quase duplica durante esse período crucial. Um estudo nos EUA mostrou que crianças pequenas e pré-escolares, amamentadas exclusivamente no peito durante pelo menos três meses, apresentaram 20 a 30% mais substância branca – que liga diferentes áreas do cérebro e transmite sinais entre elas – do que as que não tinham recebido leite materno.

A importância da amamentação para o desenvolvimento do cérebro do bebê é evidente em pesquisas realizadas em todo o mundo. De acordo com um estudo no Reino Unido, jovens de 16 anos que foram amamentados durante seis meses ou mais, quando bebês, tinham maior probabilidade de tirar notas altas nos exames escolares. E pesquisadores brasileiros descobriram que pessoas amamentadas por pelo menos um ano tinham tendência a ganhar mais dinheiro aos 30 anos.

Mesmo quando os resultados são ajustados para levar em consideração fatores como rendimento familiar e educação da mãe, aparentemente as crianças amamentadas exclusivamente no peito têm maior probabilidade de ter QI mais elevado do que as alimentadas com leite de fórmula. “Algumas ideias podem explicar isso”, afirma o Professor Hartmann. “Uma delas tem relação com os ácidos graxos de cadeia longa presentes no leite materno, como o DHA, que exerce efeito positivo no cérebro e no seu desenvolvimento”

Além disso, pesquisas mais recentes sugerem que a amamentação também oferece benefícios comportamentais. Um estudo com 10000 crianças demonstrou que as que tinham sido amamentadas por mais de quatro meses tinham 30% menos probabilidades de manifestar comportamento problemático aos cinco anos de idade.

A amamentação não é benéfica apenas nos primeiros seis meses de vida do bebê. Quanto mais tempo ele receber leite materno, mais vantagens terá – especialmente para a saúde.

A cada mamada, aumenta o nível de ocitocina – o “hormônio do amor” – no corpo de ambos, estimulando a criação de vínculo. Isso pode formar uma base sólida para futuros relacionamentos e até ajudar seu bebê a lidar com o estresse no futuro.  Pesquisas também mostram que crianças amamentadas quando bebês apresentam menor probabilidade de desenvolver alguns tipos de câncer, como leucemia e linfoma, e tendência a ter melhor visão e dentes mais alinhados do que as que receberam leite de fórmula. A amamentação também ajuda a diminuir o risco de seu bebê ficar obeso ou desenvolver diabetes tipo 1 ou 2 quando adulto.

Por isso, se você quer saber quando terminam os benefícios da amamentação, a resposta é que eles duram a vida toda. E, quanto mais tempo você amamentar, mais benefícios terá para sua saúde também!

 

 

 

 

Fonte: Internet

 

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